A “crise” da temporada x qualidade: o que define a liderança?
Existe um abismo entre quem chora a crise e quem vende lenços de seda.
Tem notícias que se repetem a cada final de verão: empresas de cidades turísticas frustradas, que lamentam o “baixo movimento” e o ticket médio aquém do esperado. A fala do “turista sumiu” ou “o povo está sem dinheiro” geralmente ganha espaços nos jornais.
No entanto, ao lidar diariamente com players que movem o ponteiro do mercado, vemos – e os dados comprovam – uma realidade diametralmente oposta.
Enquanto alguns equipamentos e destinos reclamam da crise, empresas hoteleiras, complexos de lazer, do varejo e estabelecimentos ligados ao setor que investem em qualidade estão operando com ocupação esperada, alguns, com filas de espera. Vemos o contraponto prosperando.
O erro é achar que “investir em qualidade” significa necessariamente pagar um valor alto, tornar o produto mais caro ou inacessível. Não se trata de elitização, mas de evolução. Os líderes de mercado que vemos prosperar são aqueles que entenderam que a lucratividade da temporada passada não é para ser embolsada integralmente, mas reinvestida.
Reinvestida em melhorias na infraestrutura, na qualificação do staff, na inovação da experiência, em novas tecnologias.
O consumidor não desapareceu; ele ficou mais seletivo. Ele não quer pagar pelo “mais do mesmo”. Ele paga, e muitas vezes paga com gosto, por aquilo que entrega valor percebido.
E é aqui que entra o que muitos ignoram, e que na Rotas Comunicação defendemos como inegociável: a comunicação como ferramenta de liderança.
Esses estabelecimentos não apenas são melhores; eles comunicam que são melhores. A qualidade não existe no vácuo; ela precisa ser percebida antes mesmo do cliente cruzar a porta.
A comunicação desses líderes começa muito antes do check-in ou do pedido do prato. Ela começa na forma como eles conversam com seu público o ano inteiro. Começa na manchete de uma matéria bem colocada na mídia, que valida sua autoridade. Começa na qualidade e autenticidade das notícias em seus próprios canais e mídias sociais e na gestão da reputação que transforma um simples hotel em um “destino de desejo”.
Muitos empresários investem milhões em retrofit, mas economizam centavos na estratégia de dizer ao mundo o que fizeram. O resultado é o silêncio do mercado, o pior dos cenários.
Mas o mercado não permite silêncio. Se você tem qualidade, se você reinveste, se você evolui, mas ninguém sabe disso, você, infelizmente, vira mais uma opção na paisagem.
Acredite: temporada não fracassou para todos. Ela fracassou para quem parou no tempo e esqueceu que a primeira e mais importante venda é a da própria reputação.
A experiência do cliente já começa na notícia que ele lê sobre você.